quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

242) O Dogma Antidogma, por Desidério Murcho.

Depois de momentos turbulentos, finalmente volto a'O Arqueiro Prudente. Espero poder, neste ano, dar-lhe maior atenção e orientá-lo de maneira mais incisiva aos temas candentes dos dias correntes. Para começar este novo ano, um texto muito bom de Desidério Murcho, filósofo por quem nutro especial simpatia e respeito por suas ideias. O artigo toca em um assunto de suma importância num momento em que o slogan parece ter tomado lugar ao debate racional de embasamento sólido, ou ainda ter ganhado demasiado espaço. Certo é que os obscurantismos se travestem de diversas maneiras hodiernamente e é conveniente que os espíritos críticos mantenham-se alertas. Agradeço ao meu amigo Márcio Leopoldo Maciel por me dar conhecimento do artigo abaixo reproduzido e aproveito a oportunidade para indicar seu blog que, cirurgicamente, tem prestado um bom serviço ao debate de ideias e à divulgação de fatos e  de boas análises.

Porto Alegre,
06 1327 jan 2011.

Vinícius Portella 

28 de Dezembro de 2010 · Opinião

O dogma antidogma

Desidério Murcho
Universidade Federal de Ouro Preto
Todo o dogma é uma crença, mas nem toda a crença é um dogma. Uma crença é qualquer representação, susceptível de ter valor de verdade, que um agente cognitivo faz das coisas. Todos cremos, por exemplo, que Hitler existiu e que a água nos mata a sede. Toda a fé é uma crença, mas nem toda a crença é uma fé. A fé é uma crença especificamente religiosa, e, como os dogmas, poderá ter outros elementos além dos puramente epistémicos.
Os dogmas têm uma componente epistémica e uma componente psicológica, e caracterizam-se pela relação pouco recomendável existente entre ambas. A componente epistémica do dogma é ser uma crença que a pessoa que a tem é incapaz de justificar adequadamente; a componente psicológica é uma forte adesão, emocional ou pessoal, a essa crença. Uma pessoa é tanto mais dogmática quanto maior discrepância existir entre a força das razões ou justificações de que dispõe a favor de uma dada crença e a força da sua adesão.
Todos temos inúmeras crenças injustificadas ou inadequadamente justificadas, pela simples razão de que nenhum de nós pode analisar cuidadosamente todas as suas crenças. Assim, no que respeita à justificação de crenças, é inevitável uma certa distribuição do trabalho intelectual. Eu creio que a água é H2O, mas a minha justificação a favor desta crença, ainda que adequada, é secundária, no sentido em que se baseia no que os cientistas afirmam. Apesar de eu não dispor de uma justificação epistemicamente primeira para esta crença, não é um dogma para mim porque não tenho em relação a ela um apego desproporcional: se amanhã eu ler uma notícia na Nature declarando que vários cientistas confirmaram que há um erro subtil que os fez pensar que a água era H2O quando na realidade é outra coisa qualquer, não terei dificuldade em abandonar a minha crença anterior.
Outras crenças injustificadas ou inadequadamente justificadas são no entanto acompanhadas de uma forte convicção, em tudo desproporcional relativamente às justificações disponíveis. Entre essas crenças inclui-se alguns casos de crenças políticas, religiosas e relativas a comportamentos sociais. São aqueles casos em que as pessoas insistem tanto mais veementemente nas suas ideias quanto mais frágeis são as razões que conseguem articular a favor delas.
Um dos dogmas contemporâneos mais persistente, incluindo nas zonas mais anémicas da cultura académica, é o que à primeira vista parece um metadogma: um dogma acerca de dogmas. Trata-se do dogma de que devemos combater os dogmas. Não se trata realmente de um metadogma porque alberga uma confusão quanto ao conceito de dogma. Apesar de enganadoramente se falar em combater dogmas, trata-se na realidade de combater ou defender certas ideias feitas, ao mesmo tempo que se rotula de dogmáticas, sem qualquer justificação, as ideias contrárias.
Os exemplos são muitos, mas vou mencionar apenas três.
O primeiro é a ideia de que devemos tudo fazer para ter uma sociedade igualitária — sem que qualquer das pessoas empenhadas em tal coisa faça a mínima ideia de como justificar a opinião de que uma sociedade igualitária é melhor do que uma que não o seja. A bibliografia sobre o tema é desprezada com a atitude típica dos ignorantes: é como se não existisse.
O segundo exemplo é a ideia de que toda a gente é culta, sendo proibido dizer que uma pessoa é inculta se não sabe ler, não faz a mínima ideia do que é o Sol nem que existe um sistema solar, e nem sequer tem noção da dimensão do planeta Terra nem da história da humanidade. Deste singular ponto de vista, toda a gente é culta porque ter cultura é ter costumes: uma manobra semântica mais ou menos equivalente a dizer que toda a gente é rica porque “rico” passou a querer dizer “digno de consideração e respeito.”
O terceiro é o dogma ecológico: a ideia de que “o planeta está doente” (notável expressão), sem que no entanto se faça a mais pálida ideia dos indícios a favor de tal coisa, até porque nem sequer se sabe consultar documentos científicos sobre o estado ecológico do planeta, além de nada se saber da história da humanidade nem do planeta; de modo que não se sabe sequer se o planeta está hoje mais ou menos “doente” do que, digamos, há três mil anos.
Todos estes casos, e muitos outros, são exemplos de dogmas. Não porque as ideias veementemente afirmadas sejam falsas — penso que algumas são verdadeiras — mas apenas porque quem as afirma tão veementemente não dispõe de justificações adequadas para pensar que são verdadeiras. Na verdade, quem as afirma tão veementemente tem como principal objectivo silenciar quem pensa o contrário e portanto impedir a discussão ponderada das razões a favor e contra as suas ideias preferidas. A ideia é que é arriscado levar a sério a hipótese de estarem erradas as ideias feitas que aceitamos sem razões, pois poderemos descobrir que estão mesmo erradas. Deveria ser desnecessário dizer que, no mínimo, esta atitude está longe de ser epistemicamente virtuosa.
Assim, sob a aparência de se estar a combater dogmas, afirma-se ideias a favor das quais as pessoas que as defendem não dispõem de justificações minimamente adequadas — até porque se trata de pessoas cuja mundividência é na sua quase totalidade formada pelo que ouvem dizer na rua e pelo que vêem na televisão. Combater dogmas torna-se assim um dogma: uma atitude impensada e veemente, a favor da qual o combatente não tem qualquer justificação ponderada, articulada e adequada. Mas não é realmente um metadogma porque em muitos casos o que se combate não são dogmas; são apenas ideias de que não se gosta porque se foi cegamente treinado para isso pelos meios de comunicação, por sistemas educativos deficientes e por autores bombásticos mas falhos de raciocínio cuidadoso e articulado.
A palavra portuguesa “dogma” é de origem grega. Originalmente, o termo era próximo dedokein, que significa parecer. Um dogma era apenas algo que parecia verdadeiro. O termo foi usado por alguns filósofos cépticos, porém, para descrever os filósofos que defendiam teorias sobre vários assuntos, ao invés de argumentarem infindavelmente a favor da impossibilidade de se saber seja o que for, como os próprios cépticos faziam. Deste modo, e segundo essa classificação, filósofos perfeitamente antidogmáticos, como Aristóteles, são considerados dogmáticos nessa enganadora terminologia. O uso do termo neste sentido grego ocorria ainda no séc. XVIII em alguns textos de Kant, o que hoje provoca confusão — pois parece que a única maneira de não se ser dogmático é parar de estudar as coisas e ser céptico. Para não fazer confusões é preciso não esquecer que o termo “dogmático,” tal como era usado por Kant ou pelos cépticos gregos, nada tem a ver com o sentido popular actual do termo.
Não sei se esta confusão terminológica está na origem da ilusão de que ser antidogmático é ser do contra. Assim, se uma pessoa vive numa sociedade maioritariamente cristã, ser antidogmático seria, deste ponto de vista, declarar a morte de Deus. Que isto é uma ilusão deveria ser óbvio: pois uma pessoa que acredita em Deus pode não ser dogmática se tiver justificações adequadas para isso e não aderir desproporcionalmente à sua crença; e uma pessoa ateia pode ser dogmática se não tiver justificações adequadas para isso, ao mesmo tempo que adere veementemente ao seu ateísmo, como parece o caso de Nietzsche. Em particular, alguém que nunca estudou detidamente os argumentos contra e a favor da existência de Deus, e que nunca justificou a sua descrença, poderá ser bastante mais dogmático quanto à inexistência de Deus do que Tomás de Aquino era quanto à sua existência — porque este tem vários argumentos bem pensados a favor da existência de Deus.
Na história da humanidade, a origem de muitas das suas desgraças não está apenas na imoralidade elementar e infantil de considerar que os meus interesses, por serem meus, são mais importantes do que os dos outros. É defensável que a ignorância, a falta de ponderação e a pura tolice estão em pé de igualdade como causas das misérias humanas. Assim, fingir que se luta contra os dogmas quando na realidade se cultiva a expressão imediatista de sentires imponderados é duplamente perverso: por um lado, porque toda a atitude falha de ponderação, estudo e argumentação cuidadosa é um passo na direcção da miséria humana; por outro, porque bloqueia a verdadeira luta contra os dogmas, que é precisamente o oposto da afirmação de sonoros sloganspublicitários, tantas vezes disfarçados de aforismos supostamente profundos. A única maneira de real e honestamente lutar contra os dogmas é cultivar a análise cuidadosa de ideias, a argumentação ponderada e a teorização pormenorizada; toda a suposta luta contra os dogmas incompatível com isto é pura mentira.
Uma das características capitais da fé de Abraão — ainda que talvez não de todas as fés — é tratar-se de uma atitude que tem no seu próprio seio mecanismos para impedir a dúvida e portanto a possibilidade de defecção. Em sociedades muito inseguras, em que a mortalidade infantil é altíssima, a fome e a doença são intermitentes e uma pessoa com 45 anos é uma anciã, se tiver a sorte de lá chegar, é algo arriscado não crer num Deus que, segundo os seus prosélitos, castiga quem nele não crê. A aposta de Pascal é neste caso clara: mais vale crer, não vá o diabo — ou Deus — tecê-las. E para crer é preciso crer com muita convicção e sinceridade, caso contrário podemos ser apanhados em falso. Isto tem o efeito real de a simples hipótese de deixar de crer em Deus aterrorizar a pessoa de sociedades muito inseguras — pois as consequências podem ser muito graves. Torna-se um obstáculo epistemológico ao combate ao dogma, pois mesmo que nenhuma boa razão a pessoa tenha para crer que Deus existe, inibe-se obviamente de ponderar cuidadosamente as razões e de adaptar a força das suas convicções aos argumentos disponíveis.
A imagem paralela desta situação é a circunstância epistémica em que ficam muitas pessoas depois de ler filósofos supostamente antidogmáticos. Porque esses filósofos instilam uma desconfiança na “razão” — leia-se: análise cuidadosa de argumentos, teorização paciente e minuciosa e consideração de alternativas — tornam-se obstáculos epistemológicos à luta contra os dogmas. Pois não há outra maneira de lutar contra os dogmas a não ser usando a razão, e é preciso usá-la cuidadosamente, porque somos falíveis e cometemos erros. Frases feitas, aforismos bombásticos e rendilhados frásicos inspiradores não servem senão para impedir a análise cuidadosa de ideias e argumentos. A sedução retórica impede o pensamento crítico com bastante mais eficácia do que o édito papal ou o Santo Ofício.
Lutar contra dogmas não é afirmar as ideias em que já cremos. Lutar contra dogmas é, antes de mais, aprender, e depois ensinar, a pensar rigorosamente, a argumentar com proficiência, a teorizar minuciosamente e com precisão. Tudo isto implica estudo, conhecimento das bibliografias, esforço e honestidade intelectual. Não é, pois, mais fácil nem mais atraente, à primeira vista, do que a imagem do rebelde social que debita slogans sonoros. Mas é muitíssimo mais promissor — e tem a vantagem não negligenciável de não ser uma mentira.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

241) Livro: de papel ou eletrônico?

Depois de quase perder a sanidade, estou quase voltando a este blog. Por ora, segue abaixo um texto sobre algo bastante em voga. Eximo-me de qualquer responsabilidade pelo texto; li-o muito superficialmente e dele não posso fazer juízo algum. Espero que seja bom.

Vinícius Portella

Porto Alegre,

Já publicamos alguns posts aqui no Blog falando sobre o momento atual dos e-readers e o futuro dos livros em papel, mas agora encontrei um texto no site da Revista Crescer que considerei simplesmente brilhante. 

Abaixo reproduzo o texto de Cristiane Rogerio - Editora de Educação e Cultura da Revista Crescer da Editora Globo. O artigo original (idêntico ao que estou postando aqui) está em http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI185944-17926,00.html 

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IPad X Livro


Por que a tecnologia sempre assusta? Com a chegada dos e-books e os encantamentos provocados pelo Ipad, será mesmo que os livros infantis estão ameaçados?

O que é isso?

É um livro.

Como se desce a página?

Não desce. Eu viro a página. É um livro.

É tipo um blog?

Não, é um livro. 

E por aí vai uma conversa que, vocês já entenderam, trata-se de uma piada, uma visão irônica da atual dicotomia livro de papel ou livro digital, do ilustrador e escritor norte-americano Lane Smith. Faz parte da obra É Um Livro, que ele lançou este ano e já foi trazido para o Brasil pela editora Companhia das Letrinhas. No enredo que permaneceu semanas na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, um macaco mostra a um burro um livro. O burro altamente tecnológico não entende do que se trata e enche o macaco de perguntas como estas que coloquei no início do texto. O burro lê o livro, diverte-se, mas mesmo assim não entende o que é o, digamos, produto. A conversa vai de um jeito engraçado, mas infelizmente, coloca em dúvida a existência de um preconceito sutil. Porque termina com um “É um livro, burro”.

O fato é que é um livro divertido e assinado por um importante ilustrador. E vai provocar no pequeno leitor uma dúvida, que até pode nem ser uma questão da geração da qual ele faz parte. A disputa entre o livro de papel e o livro digital pode pertencer muito mais a nós que nascemos com um e sem o outro. Mas será que vale brigar?

Eu acredito que não. Primeiro vamos a outra questão: por que um livro é importante? Por sua forma ou conteúdo? O hábito nasce com o objeto ou pelo prazer de ler? Há muitas questões ainda sem resposta. O que buscamos quando nos deparamos com a busca por uma boa literatura? A forma ou a experiência?

Claro que uma das incríveis maravilhas de um bom livro é a interpretação que ainda não está pronta, um poder imaginar a Emília e a Alice de um jeito, o Dom Quixote de outro, só pelas palavras conduzidas pelo escritor. Ou sugeridas pelo ilustrador. A TV e o cinema nos trazem isso muito mais pronto, interagimos menos, é verdade. Mas uma boa história e uma boa interatividade não valem apenas por serem boas? Por provocarem emoção, risada, reflexão? 

Por que não podemos apreciar com gosto aplicativos para o Ipad e Iphone como o A Menina do Narizinho Arrebitado, de Monteiro Lobato, que não está disponível em papel? Por que não se emocionar com o aplicativo Moving Tales em que um conto é narrado em conjunto com uma belíssima animação? Estas experiências também não podem ser fantásticas? Não poderia um conservador também achar um absurdo a adaptação do inventivo Robert Sabuda e seus livros em pop-ups para os clássicos Peter Pan e Cinderela? Por que uma criança e um adulto não podem se divertir de um jeito e TAMBÉM do outro?

Estas são respostas que ainda estamos esperando. As tecnologias são novas a meu ver tanto para condenar o seu uso, quanto para prever o seu poder. Se demos oportunidade, não precisa de substituição. Quem grita demais, acaba falando sozinho. Vamos unir e preservar ao mesmo tempo. É possível. Sei que a duras penas, mas as famílias urbanizadas estão aos poucos abandonando o shopping-center como única opção de lazer e procurando os parques e outros passeios ao ar livre. Há muita gente deixando de lado o salgadinho e o refrigerante, e abrindo a casa para produtos mais saudáveis. A palavra é equilíbrio. Para ler na cama, abraçada com o filho uma bela história, talvez a mãe prefira mesmo um livro em papel. Mas para não interromper a leitura das aventuras do Sítio do Picapau Amarelo ou do bruxo Harry Potter por causa de uma viagem de férias, a criança prefira levar o e-book com toda a coleção. O leitor vai querer forma ou conteúdo?

Para quem quiser uma prévia, há uma animação com a história no site YouTube.


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O vídeo do Youtube é este aqui : 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

240)¬(P . ¬Q) ⊢ P ⊃ Q não é uma forma argumentativa válida

Hoje abateu-se sobre mim a sensação de que nada sei. E então um filme veio a minha mente e aquela questão pungente: o que fiz da minha vida? Mas o momento já não era de desespero; senão de uma certa serenidade ante os doze trabalhos que me aguardam e a necessidade de estabelecer objetivos e mobilizar meios para abandonar esta situação. Daí que a lógica se me faz tão importante: bengala branca tão cara aos cegos...


P.S: Penso que sejam interessantes os comentários no endereço de origem do que segue abaixo.


Vinícius Portella


Porto Alegre,
19 0102 nov 2010.   

¬(P . ¬Q) ⊢ P ⊃ Q não é uma forma argumentativa válida

"Não é o caso que ambos P e não Q logo se P então Q" é uma forma argumentativa válida na lógica clássica. Um exemplo de argumento válido com essa forma é o seguinte: Não é o caso que ambos, risco o fósforo e ele não se acende. Logo se risco o fósforo, então ele se acende.

Contra-exemplo de Geoffrey Hunter: Não é o caso que ambos: Geoffrey Hunter é solteiro e Geoffrey Hunter é não casado. Logo se Geoffrey Hunter é solteiro, então Geoffrey Hunter é casado

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

239) Teoria sobre desemprego rende Nobel.

Teoria sobre desemprego rende Nobel
Formuladores de modelo que explica as dificuldades de encontrar trabalho ganham prêmio de Economia

238) Grã-Bretanha quer obrigar desempregados a prestar serviços comunitários.

Essa é uma moda que certamente não pegaria no Brasil, terra infensa a contrapartidas e contratos impessoais. O importante é separar o joio e o trigo nesta situação: aqueles que buscam rendimentos às custas do erário e aqueles que de fato estão numa situação desfavorável por uma série de fatores alheios a suas vontades; isto nas suas mais diversas modalidades. Os burladores estão muito bem espalhados por todo o globo (ainda que se concentrem em certas bandas mais do que em outras); convém que se desenvolvam mecanismos para que não tenham chances de dilapidar o patrimônio público ou atrasar e mesmo obstar o benefício àqueles que de fato lhe fazem jus.

Vinícius Portella

Porto Alegre,
08 0958 nov 2010.

Grã-Bretanha quer obrigar desempregados a prestar serviços comunitários

Agência de emprego pública britânica (arquivo)
Grã-Bretanha tem alta taxa de domicílios sem adultos trabalhando
O governo britânico vai propor que trabalhadores desempregados há mais de um ano sejam obrigados a prestar serviços comunitários voluntários sob pena de perder o direito a benefícios.
O ministro do Trabalho e Aposentadoria, Iain Duncan Smith, quer que beneficiários do seguro-desemprego por longos períodos dediquem um mês de sua mão-de-obra a tarefas como jardinagem, coleta de lixo e reparos em escolas.
As propostas são parte do pacote de reformas no sistema de bem-estar social da Grã-Bretanha promovidas pelo governo de coalizão conservadora-liberal-democrata.
Cerca de 5 mil de pessoas são beneficiadas pelo seguro-desemprego na Grã-Bretanha, onde o número de famílias sem trabalho é uma das maiores da Europa. A estimativa é que 1,9 milhão de crianças vivam em domicílios onde nenhum residente tem trabalho.
O governo alega que quer impedir que os desempregados vivam às custas do Tesouro e que beneficiários do seguro-desemprego realizem bicos não-declarados mesmo recebendo o pagamento.
"Uma coisa que podemos fazer é mobilizar as pessoas para realizar uma ou duas semanas de trabalho manual, para dar-lhes um senso de que estão trabalho, mas também quando suspeitarmos de que essas pessoas estão fazendo outros trabalhos", disse Duncan Smith.
"A mensagem é que elas se mexam, ou vai ser difícil."
Se não aceitarem o esquema ou demonstrarem negligência ao realizar os trabalhos, os beneficiários poderiam ter suspenso por três meses o pagamento do seu seguro-desemprego, que equivale a R$ 175 por semana (65 libras esterlinas).
Entretanto, a proposta levantou as críticas de outra parte da sociedade britânica, que defende que o governo simplesmente crie mais empregos na economia. Foi a posição da vice-líder do Partido Trabalhista, de oposição, Harriet Harman.
O governo tem sido acusado de tratar os desempregados por longos períodos como criminosos, por vezes obrigados a prestar trabalhos comunitários.
Outra voz contrária partiu do chefe da igreja anglicana, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.
"Quem se encontra nesse ponto normalmente não é porque é má pessoa, estúpido ou preguiçoso, mas porque as circunstâncias estão jogando contra", disse o religioso.
"Quem já está batalhando para encontrar trabalho e um futuro seguro vai ser, eu acho, empurrado ainda mais para baixo, em uma espiral de incerteza, até de desespero."

237) Alemanha e China criticam plano de recuperação econômica dos EUA.

Alemanha e China criticam plano de recuperação econômica dos EUA
Zhou Xiaochuan/AP
Para Zhou, medida pode ter impacto 'muito negativo' fora dos EUA
A Alemanha e a China criticaram nesta sexta-feira o anúncio de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) injetará US$ 600 bilhões na economia americana até junho de 2011.
Em entrevista a um canal de televisão nesta sexta-feira, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, disse que os Estados Unidos não vão resolver seus problemas, mas sim "criar mais problemas para o mundo".
O chefe do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan, também falou a respeito do plano.
"Se a política doméstica é a melhor para os Estados Unidos somente, mas ao mesmo tempo não é a melhor para outros países, ela pode causar um impacto muito negativo no resto do mundo", disse Zhou.
Ele pediu uma reforma urgente no sistema monetário internacional, mas não ofereceu sugestões.
O Fed anunciou na última quarta-feira que gastaria US$ 600 bilhões para comprar títulos do Tesouro americano, na esperança de que a injeção de dinheiro possa impulsionar a economia do país.
No entanto, a manobra deve enfraquecer o dólar, beneficiando as exportações americanas e encarecendo as importações de outros países.
'Incompetente'
Em pronunciamento sobre o tema, o vice-ministro das Relações Exteriores da China, Cui Tiankai, disse que o Banco Central americano tinha o direito de tomar ações sem consultar outros países antes, mas afirmou que "eles nos devem alguma explicação".
O ministro alemão Schaeuble disse ainda que "com todo o respeito, o programa de ação americano é incompetente".
"Dizer que injetarão mais dinheiro no mercado não vai resolver os seus problemas", declarou.
Ele disse ainda que o governo alemão teria conversas bilaterais com oficiais americanos e que também deve levantar o assunto na cúpula do G20 em Seul, na próxima semana.
Na última quinta-feira, o ministro das Finanças, Guido Mantega, também alertou que a medida americana pode prejudicar o Brasil e outros exportadores.

236) Shell venderá participação em empresa na Austrália por US$3,3 bi.

Shell venderá participação em empresa na Austrália por US$3,3 bi



SYDNEY (Reuters) - A Royal Dutch Shell anunciou nesta segunda-feira planos de vender cerca de um terço da participação que detém na Woodside Petroleum por 3,3 bilhões de dólares, colocando a maior empresa de petróleo e gás da Austrália em jogo.
A Shell informou que permanecerá com a fatia de 24,27 por cento na Woodside por pelo menos um ano, mas que poderá vendê-la antes disso dependendo de determinadas circunstâncias, como uma aquisição total da Woodside.
A Woodside, que tinha valor de mercado de 35,9 bilhões de dólares australianos conforme cotação de fechamento nesta segunda-feira, é responsável pela operação do gigantesco projeto North West Shelf no oeste da Austrália, que responde por aproximadamente 40 por cento de toda a produção de petróleo e gás do país.
A Shell afirmou que venderá 10 por cento de participação na Woodside a 42,23 dólares australianos por ação e que a operação está sendo assessorada pelo UBS.

235) China promete apoio para Portugal sair de crise.

China promete apoio para Portugal sair de crise


AE - Agencia Estado
LISBOA - O presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, assinaram uma série de acordos comerciais neste domingo, mas não houve anúncio, como o esperado, de compra de títulos da dívida de Portugal por Pequim. Em visita à Grécia, no mês passado, a China anunciou a compra de títulos do governo da Grécia, além do fechamento de vários acordos comerciais.
"Estamos prontos para dar apoio, por meio de medidas concretas, aos esforços de Portugal para reduzir o impacto da crise internacional", disse Hu durante entrevista conjunta concedida pelos dois líderes. Hu também repetiu neste domingo uma promessa feita ontem, em Portugal, de dobrar as relações comerciais entre os dois países até 2015.
As instituições de crédito Millennium BCP e BPI assinaram um acordo com o Banco da China, um dos maiores entre os quatro mais potentes credores chineses, para identificar oportunidades de investimento na China, disse o governo de Portugal em nota.
A empresa de energia EDP fechou acordo com a China Power International com foco em energia renovável e cooperação na Europa, África e Brasil, diz a nota. O acordo também abre caminho para que o a empresa chinesa assuma uma parcela de participação na EDP, disse o presidente da companhia em paralelo à cerimônia. O governo português precisa reduzir sua participação de 25% na empresa para ajudar a ajustar as contas nacionais.
Os dois países anunciaram a assinatura de acordos nas áreas de turismo, telecomunicações e educação, mas nenhum investimento específico foi divulgado. "Estes acordos representam uma aposta nas relações econômicas dos dois países", disse Sócrates.
Portugal ocupa o posto de número 77 na lista de exportadores para a China. No ano passado, o país exportou 222 milhões de euros para a China e importou 1,1 bilhão de euros.
Hu chegou ontem a Portugal com sua esposa, Liu Yongging, e membros do governo chinês, além de cerca de 50 líderes empresariais. Ele veio da França, onde as autoridades chinesas assinaram mais de US$ 20 bilhões em contratos com empresas francesas. As informações são da Dow Jones. 

234) Obama indica apoio a assento para Índia em Conselho da ONU.

Obama indica apoio a assento para Índia em Conselho da ONU

 
NOVA DÉLHI (Reuters) - Em visita à Índia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou nesta segunda-feira que poderia apoiar o pedido da Índia de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - iniciativa que poderia consolidar as relações cada vez mais próximas entre os dois países.
"Nós discutimos a necessidade de instituições internacionais, de refletir as realidades do século 21", disse Obama durante uma entrevista coletiva à imprensa conjunta com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
"Falarei sobre a questão de um assento permanente para a Índia em meu discurso no Parlamento, hoje", declarou Obama.
Obama está realizando um giro por países asiáticos, que incluirá ainda a Indonésia, Japão, e Coréia do Sul, onde se realizará esta semana a cúpula do G20.
(por Patricia Zengerle e Alistair Scrutton)

233) Após eleições locais, Papandreau decide não dissolver Parlamento.

Após eleições locais, Papandreau decide não dissolver Parlamento

 
ATENAS (Reuters) - O primeiro-ministro da Grécia, Georges Papandreau, descartou no fim da noite de domingo a possibilidade de antecipar as eleições parlamentares, depois de ter obtido apoio suficiente em eleições locais.
A ameaça de eleições prematuras, como forma de decidir se prosseguiria com seu radical programa de austeridade, havia agitado os mercados, mas analistas disseram que a decisão de Papandreau removeu as incertezas no curto prazo.
Estimativas oficiais preliminares indicam que o Partido Socialista (Pasko), de Papandreau, estava na dianteira em 7 de 13 regiões da Grécia enquanto a centro-direitista Nova Democracia liderava nas demais. Em alguns locais, a disputa estava muito acirrada é e quase certo que haverá um segundo turno no próximo domingo.
Papandreou havia dito que dissolveria o Parlamento caso não conseguisse apoio para pôr em prática os cortes orçamentários e reformas definidas em maio, após o país ter recebido um socorro financeiro de 110 bilhões de dólares da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a Grécia da bancarrota.
Papandreou dissera que iria basear sua decisão amplamente em como seus candidatos se sairiam no primeiro turno da eleição nas 13 regiões.
(Por Ingrid Melander e Harry Papachristou)

232) China aumenta pressão sobre EUA após medida do Fed.

China aumenta pressão sobre EUA após medida do Fed

 
PEQUIM (Reuters) - A China aumentou a pressão sobre Washington devido às últimas medidas do Federal Reserve para incentivar a economia norte-americana, com o vice-ministro das Finanças dizendo que os fluxos especulativos resultantes são um choque aos mercados globais.
Antes das reuniões da Apec e do G20 nesta semana, uma série de importantes economias alertaram sobre a decisão do Fed de injetar 600 bilhões de dólares adicionais ao sistema bancário dos Estados Unidos.
"Como um grande emissor de moeda global, para os Estados Unidos lançarem uma segunda rodada de 'quantitative easing' nesse momento, nós sentimos que não reconheceram a sua responsabilidade de estabilizar os mercados globais e não pensaram sobre o impacto da liquidez excessiva nos mercados emergentes", disse o vice-ministro das Finanças chinês, Zhu Guangyao, nesta segunda-feira.
Zhu disse que a China pretende ter "discussões francas" com os EUA sobre os planos de imprimir dinheiro.

231) O escasso capital humano (ou o gargalo brasileiro).

O escasso capital humano

- O Estado de S.Paulo
O Brasil, oitava maior economia do mundo, empata com o Zimbábue quando se compara a escolaridade média - 7,2 anos - das pessoas com 25 anos ou mais. Há 30 anos sob uma ditadura, devastado pela violência e com uma taxa astronômica de inflação, o país africano aparece no último lugar, numa lista de 169 países classificados com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU). No 73.º posto, o Brasil avançou quatro posições desde o ano passado, ingressando no grupo das nações consideradas com IDH elevado. Mas essa mudança é insuficiente. O País continua a exibir péssimos indicadores de educação e saneamento, condições essenciais para o progresso individual e para a formação de um capital humano de alta qualidade. São condições essenciais para a consolidação de qualquer país como potência econômica, isto é, como economia moderna, competitiva e capaz de fazer diferença no quadro mundial.
O Ministério da Educação, como era previsível, tentou desqualificar a pesquisa, criticando seus métodos e critérios. Quando se levam em conta as pessoas com idade igual ou superior a 25 anos, os países em desenvolvimento são condenados a uma classificação desfavorável, segundo nota do Ministério. A alegação tem algum fundamento. De fato, os progressos na educação tendem a beneficiar principalmente as populações mais jovens, especialmente quando a pirâmide etária tem base muito larga. Esse é o caso da maior parte dos países pobres e em desenvolvimento. Mas o argumento perde força, quando se compara a posição do Brasil com a de vários outros emergentes: com o mesmo critério, o País aparece em posição pior que a média dos latino-americanos. Quando a comparação envolve os tigres da Ásia, como a Coreia do Sul e Taiwan, a desvantagem brasileira é mais evidente.
O quadro não melhora muito, quando se examinam levantamentos do IBGE, com números organizados de acordo com critérios aceitos oficialmente no Brasil. Segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, cerca de 20% dos brasileiros com idade igual ou superior a 15 anos são analfabetos funcionais, incapazes de interpretar um texto curto e simples. São desqualificados para a maior parte dos trabalhos numa economia moderna. Mesmo as atividades tradicionalmente acessíveis a pessoas com pouca educação passaram a demandar mão de obra mais preparada. É o caso da construção civil.
As limitações brasileiras são bem conhecidas. Desde os anos 90 conseguiu-se universalizar o acesso ao ensino fundamental. O trabalho de inclusão de crianças nos primeiros anos de escola completou-se, ou quase, nos últimos dez anos. Mas a permanência na escola é muito limitada, apesar do progresso observado. Entre 2004 e 2009, a proporção de pessoas com pelo menos 11 anos de estudos aumentou de 25,9% para 33%. A parcela da população ocupada com pelo menos o ensino médio completo aumentou de 33,6% para 44,1% nesse período. A mudança poderia ter sido muito mais ampla, se o governo tivesse dado mais importância à educação fundamental e menos ao objetivo - em grande parte demagógico - de alargar as portas de acesso a faculdades.
A melhora educacional foi insuficiente, tanto em termos numéricos quanto de qualidade. As empresas têm dificuldade crescente para encontrar o pessoal necessário e houve nos últimos anos importação de mão de obra. Até há pouco tempo, a oferta de pessoal qualificado foi pelo menos suficiente para a construção de uma das maiores economias do mundo. Uma ampla parcela da população ficou para trás, com possibilidades muito menores de trabalhar produtivamente. Uma fração desses trabalhadores conseguiu ganhar dinheiro em serviços de baixa qualificação. Uma grande economia não pode depender desse tipo de atividade, frequentemente informal e até ilegal, para absorver a grande massa de mão de obra. Não se trata só de criar oportunidades, um objetivo prioritário de qualquer sociedade justa, mas também de ganhar eficiência e competitividade - uma condição para continuar crescendo e proporcionando empregos. 

230) Graças Foster é cotada para presidência da Petrobras.

Graças Foster é cotada para presidência da Petrobras

AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Com estilo de trabalho semelhante ao de Dilma Rousseff, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, deve ter papel de destaque no novo governo. Se não precisar ceder a vaga para acomodação política, Dilma poderá remanejar Graça, como é conhecida, para a presidência da Petrobras.
O comando da estatal, atualmente, está com José Sérgio Gabrielli (PT), mas a presidente eleita já teve vários embates com ele. Considerada a joia da coroa, a Petrobras tem orçamento maior do que muito ministério, com previsão de investimentos na casa dos R$ 91,3 bilhões para 2011.
Dilma também estuda a possibilidade de levar Graça para perto dela, no Palácio do Planalto. Na bolsa de apostas, o nome da engenheira química é cotado para a Casa Civil. Primeira mulher a integrar a diretoria executiva da estatal, Graça é vista como "gerentona" eficiente e "caxias", que trabalha mais de 12 horas por dia. Mas não tem perfil político.
A presidente eleita e Graça se conheceram em 1999 e ficaram mais próximas quando Dilma era ministra de Minas e Energia e, depois, da Casa Civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

229) Alemanha: protesto contra trem radioativo acaba em confronto.


Alemanha: protesto contra trem radioativo acaba em confronto
07 de novembro de 2010  08h19  atualizado às 13h25

Policiais entram em confronto com manifestantes que bloqueavam a ferrovia em protesto, em Leitstade. Foto: Reuters
Policiais entram em confronto com manifestantes que bloqueavam a ferrovia em protesto, em Leitstade
Foto: Reuters

    A polícia alemã e manifestantes antinucleares se enfrentaram violentamente neste domingo, no norte da Alemanha, por causa da passagem de um trem com resíduos radioativos vindo da França.
    A polícia usou cacetetes e gases lacrimogêneos contra cerca de 250 pessoas que tentavam retirar partes dos trilhos pelo qual deve passar o trem perto de Metzingen, a 30 km de seu destino final, o centro de armazenamento de Gorleben. Em resposta, os militantes atacaram os policiais com bengalas, informou um porta-voz da polícia, Markus Scharf.
    Os resíduos processados pelo grupo francês Areva partiram da França na sextaf-eira e devem percorrer 600 km sob vigilância de 16 mil policiais alemães para chegar ao depósito, em Gorleben, na noite deste domingo.
    O trem com o carregamento de resíduos nucleares é considerado "o mais radioativo da história" por ecologistas e leva 308 contêineres com 123 t de resíduos nucleares vitrificados. Os dejetos correspondem, segundo a empresa Areva, ao consumo elétrico de 24 milhões de pessoas durante um ano.
    Os militantes ecologistas de ambos lados da fronteira multiplicaram as operações para atrasar o avanço da composição, acorretando-se à via férra ou em pontes próximas. O movimento antinuclear redobrou de intensidade na Alemanha desde que a chanceler Angela Merkel decidiu este ano alongar a vida útil das centrais nucleares, que seu predecessor havia decidido fechar em 2020.
    Mais de 16 mil policiais alemães foram mobilizados para proteger o comboio. No sábado, uma importante manifestação reuniu 50 mil pessoas, segundo os organizadores, e menos de 20 mil, segundo a polícia, em Dannenberg, perto do centro de Gorleben.

    domingo, 7 de novembro de 2010

    228) Apenas para dizer que estou vivo.

    Apenas para dizer que estou vivo, escrevo estas palavras. Ultimamente, uma série de tarefas me têm tirado a atenção d'O Arqueiro Prudente. Nisso os acontecimentos tem-se avolumado de sobremaneira: houve o resultado das eleições; há uma onda anti-nordestina ao que parece e uma onda pró-nordestina se digladiando nos ambientes virtuais da rede de computadores; entre tantas outras coisas...

    Logo volto.

    Vinícius Portella

    Porto Alegre,
    07 0150 nov 2010.